De que empresa você quer ser sócio?

Já se perguntaram por que estão surgindo tantos IPO’s no mercado brasileiro?

Será que estamos em uma tendência de crescimento do mercado de ações?

Expansão da nossa economia?

Ou isso pode ser um reflexo de crise econômica devido à pandemia?

As empresas estão precisando captar recursos para melhorar seu caixa?


Primeiramente vamos esclarecer o que é uma oferta pública inicial de ações (Initial Public Offering - IPO, na sigla em inglês).


De forma simples, IPO é a primeira vez que uma empresa vende suas ações para “o público em geral” por meio da Bolsa de Valores. Pode ser classificado como primário ou secundário.

Quando as ações são vendidas para captar novos recursos e gerar reestruturação de passivos, podemos considerar o IPO como primário. Nesta classificação há ainda investimentos para o crescimento e expansão da empresa.

Por sua vez, no IPO classificado como secundário o objetivo é a liquidez para os sócios originais.


Mas por que as empresas fazem IPO? Quais as vantagens para as empresas e para a economia? Conforme nossa bolsa, a B3, a principal motivação para realizar um IPO no Brasil é a necessidade de captar recursos para expansão ou para pagar dívidas, mas o processo traz outros benefícios, como aumento de visibilidade no mercado, aumentando o prestígio e atração de novos investidores, dentre outros. Pensando na economia do País, o objetivo das empresas é captarem recursos para expansão, e com isso a tendência é de aquecimento econômico com geração de mais empregos aumentando consequentemente o consumo.


E para nós investidores, por que investir no IPO?

Nosso mercado de capitais cresceu cerca de 50% se comparado a julho de 2019, sendo que em 2020 a bolsa alcançou cerca de 2 milhões de pessoas físicas detentoras de produtos de renda variável.

E esses números tendem a crescer ainda mais com a queda da Selic, que atualmente está em 2% ao ano. Esse viés de baixa da taxa de juros foi um impulsionador para que as pessoas físicas começassem a investir em ações e se “arriscarem” nos IPO das empresas brasileiras. Talvez este seja um caminho sem volta e que pode transformar o país...

Como resultado dessa transformação, hoje cerca de 20% do que é negociado por dia na bolsa de valores brasileira, corresponde a transações de Pessoas Físicas.


Só no ano de 2020, 11 empresas já estrearam na Bolsa captando um volume de cerca de R$ 8,43 bilhões e outras 46 empresas já protocolaram pedidos de abertura de capital na CVM, dentre elas estão: Wine, Meliuz, Havan, Track & Field, Boa Vista Serviços , dentre outras. Quer ser sócio de alguma destas?

Se todos esses pedidos se concretizarem nos próximos 4 meses, o mercado brasileiro pode fechar o ano com um total de 57 IPOs, perderia apenas para o ano de 2007, quando foram registrados 60 IPOs e as empresas chegaram a arrecadar cerca de R$ 55 bilhões, segundo dados da B3.


Os dados comprovam que a temporada de IPO’s voltou, talvez devido a pandemia de Coronavírus e da consequente crise econômica, mas o que importa é que esse fato tem um impacto muito significativo para o País. Na prática, como dito anteriormente, ajuda as empresas a se financiarem. Capitalizadas com o dinheiro da venda de suas ações, as companhias conseguem investir mais, gerar mais emprego e renda, num ciclo positivo para o país.


Desde que a revitalização do mercado brasileiro ocorreu, já foram realizadas 365 ofertas de ações, dessas quase 190 foram aberturas de capital – IPO. Essas operações movimentaram um total de R$ 625 bilhões de reais e, desse volume R$ 410 bilhões foram recursos que as companhia conseguiram obter dos investidores para pagar dívidas, investir em crescimento orgânico ou na compra de outras empresas (a diferença são as ofertas secundarias, que são ações dos donos ou sócios e foram vendidas no mercado, sem resultar em dinheiro para o caixa dos negócios – exemplo recente desse tipo de ofertas foi parte do IPO da Petz - PETZ3).

Concluímos que as ofertas públicas são impulsionadas por vários fatores e hoje podemos considerar que o grande volume de solicitações se dá devido à baixa taxa de juros praticadas no Brasil e ao fato de as empresas enxergarem oportunidades de crescimento e expansão de seu negócio, com isso gerando um aquecimento na economia com a possibilidade de aumento de vagas de emprego.


Já para nós investidores, temos com cada IPO uma nova empresa que poderá compor nossa carteira, sempre avaliando a adequação do novo ativo à nossa estratégia.

Você já entrou em algum IPO? Foi uma boa escolha?


Conte nos comentários e se tiver alguma dúvida, não deixe de falar conosco.

70 visualizações1 comentário

Posts recentes

Ver tudo