Made in China: o que o investidor precisa saber

A China tem números que impressionam. Por diversos motivos é recomendável que você, investidor, acompanhe o que ocorre nessa potência e saiba como seus investimentos podem ser afetados. O surto do coronavírus impactou negativamente o mercado financeiro global na última semana e os índices das bolsas ao redor do mundo registraram baixas consideráveis nos últimos dias. As Bolsas de Xangai e Shenzhen estavam fechadas desde 24 de janeiro de 2020, um dia após o início da quarentena em Wuhan, epicentro da epidemia do novo coronavírus. Nesta segunda (03 de fevereiro de 2020) as bolsas da China registraram baixas expressivas de mais 7%, o maior recuo diário desde 2015.


Vamos entender um pouco o que a China representa?


A partir dos anos 70 o país abriu sua economia para o mercado externo e iniciou sua fase de globalização, mesmo sendo um país comunista (mas que aplica um modelo de socialismo de mercado). Anos depois, a partir de 2000, os chineses fortaleceram suas parcerias comerciais com países da África e América Latina (como nós), interessados nos produtos primários e minérios. A China ganhou posição de destaque no cenário mundial tornando-se o maior exportador e segundo maior importador do mundo. É compreensível que fatos relevantes lá tenham impactos por aqui.


A China, extremamente eficiente na parte de montagens e com ritmo de crescimento acelerado, apresenta necessidade de importar muita matéria-prima, sendo a razão para que faça parcerias com países latino-americanos, exportadores desses produtos primários. Do lado de cá, o Brasil precisa pensar em suas estratégias para não somente ficar vinculado à extração e exportação de recursos naturais, mas explorar novas possibilidades e fazer crescer o seu parque industrial. País sem indústria pode se tornar escravo do mercado de commodities. Além disso, temos que conhecer um pouco das relações entre EUA e China. Os americanos adotam uma postura tratando a China como “inimiga” econômica e não parceira, pois, de certa forma, está tomando seu espaço no mercado mundial. Em razão disso, as relações entre esses dois gigantes econômicos são sempre tensas (e nem vamos entrar na forte competição a nível militar). O conflito entre EUA e China, marcado por sucessivas imposições de tarifas, de parte a parte, no comércio bilateral, tem sido um dos motivos da perda de ritmo da economia global. Mais um fato para acompanharmos. E como ficamos? Ao que tudo indica, a recente queda no mercado chinês já havia sido precificada por aqui. O Ibovespa começa a semana negociado quase no zero a zero. Todavia, o coronavírus e seus possíveis impactos seguem norteando os negócios. A semana será movimentada com a temporada de balanços trazendo importantes números. Essa semana temos ainda a primeira reunião de 2020 do COPOM, com a expectativa de corte da Selic para 4,25%. Por hora é isto! Lembre-se que o mercado é muito maior que sua carteira. E se o mundo já era pequeno, imagine então com a globalização.


#mercadofinanceiro


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