• Nayara Lima

Por que eu sou assim? Um papo sobre seus hábitos.

Para começo de conversa, o que são hábitos? De acordo com o famosíssimo dicionário Aurélio “hábito se refere a ação que se repete com frequência e regularidade; mania; comportamento que alguém aprende e repete frequentemente; prática repetida que se torna conhecimento ou experiência.” Concluímos então que hábitos são atitudes repetidas que podem gerar consequências positivas ou negativas, em diversos aspectos de nossa vida. Como o papo aqui é sobre finanças, vamos falar de alguns hábitos que atrapalham o orçamento financeiro. Aproveitando o assunto, no livro “O Poder do Hábito” de Charles Duhigg esse tema é abordado e muito bem explicado através de pesquisas científicas, mostrando como podemos formar e transformar nossos hábitos. Já salva aí nossa #DicaDeLeitura.

Vamos lá para algumas atitudes comuns que atrapalham o nosso orçamento e acabam sendo hábitos negativos, que dificultam a escalada para a independência financeira.

1) Deixar para economizar apenas no final do mês

Quem você prefere enriquecer? O dono do seu imóvel alugado ou você? Lembre-se que sempre temos que nos pagar primeiro! Não é para deixar de pagar o aluguel e demais contas, mas temos o hábito de pagar todos os boletos primeiro e esquecemos de nos pagar. “Ah, mas não sobra!” Então não espere sobrar. Se não nos pagarmos primeiro, não conseguiremos montar uma reserva de emergência, tão fundamental para nossa tranquilidade. E essa atitude leva a outro hábito negativos. Quer ver?

2) Empréstimos e Financiamentos

Alguns imprevistos ocorrem e com a falta de uma reserva de emergência, o que resta é recorrer a empréstimos em bancos, financeiras e familiares. Essa atitude atrapalha e muito o orçamento familiar! E quando se torna um hábito (“Ah, na emergência eu pego um empréstimo!”), faz-se necessário transformar essa prática. Que tal criar um controle financeiro para não precisar mais recorrer a empréstimos? Poder ser planilha de gastos e receitas, aplicativos, caderno, como você preferir. Crie esse hábito!

3) Parcelamento de bens de consumo

Quem não gosta da comodidade de parcelar suas compras? Mas está aí uma armadilha que compromete uma boa parte da receita das famílias. Um hábito muito comum é olhar a parcela daquele tão sonhado objeto (e apenas a parcela). Será que cabe no meu orçamento? Esquecemos que a fatura sempre chega e essa atitude (se mal controlada) pode virar um grande problema com o comprometimento do orçamento. Você divide um bem de consumo em 12 vezes e quando ainda está pagando nem se lembra mais da finalidade da compra... Prefira sempre compras à vista, nas quais e possível pedir desconto, e somente financie compras quando for necessário (ou se não tiver desconto, mas tenha o controle disto!).

4) Não definir metas e objetivos de curto, médio e longo prazo

Como você se vê daqui 1 ano? E 5 anos? E 10 anos? Eita, que pergunta difícil!

Esse é um tópico muito importante e é um dos principais erros que as pessoas cometem. Você precisa se planejar e construir metas/objetivos para o orçamento familiar e individual. As metas servem como forma de incentivo para você atingir seus objetivos financeiros, por isso é importante que elas sejam ao mesmo tempo atingíveis, mensuráveis e com uma pitada de ambição.

É possível criar o hábito de planejar metas, como por exemplo metas de gastos, metas com viagens, metas com lazer e entretenimento, metas para aquisição de bens, dentre outras coisas. O importante é você estabelecer prioridades para atingir seus objetivos.

Eu gostaria de te convidar a refletir sobre esses hábitos que estão muitas vezes presentes no cotidiano e costumamos reproduzir no “piloto-automático”, sem nos darmos conta do quanto eles nos influenciam negativamente. Dos quatro hábitos acima, quais fazem parte de sua vida?

Os nossos hábitos dizem muito sobre nós e vale a reflexão que eles são mutáveis! Sendo assim, podemos transformá-los ao nosso favor! Podemos mudar nossos hábitos alimentares e de prática de atividade física para melhorar a saúde, hábitos de leitura para transformar nossa capacidade intelectual e comunicativa, e por que não transformar nossos hábitos financeiros para melhorar nossa realidade?


A mudança de hábitos é o primeiro passo para o sucesso financeiro.
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